terça-feira, 21 de maio de 2013

Cuidando melhor da saúde do homem

 
Você conhece algum homem que vá ao médico por livre e espontânea vontade? Mesmo sem sentir nada, apenas para ver se a saúde vai bem? Conhece? Sorte sua, porque eles são minoria. Isso é o que comprova uma pesquisa sobre hábitos de vida dos brasileiros realizada pelo Ministério da Saúde em 2007. Foram entrevistadas 54 mil pessoas das 26 capitais e do Distrito Federal.
Agora, o Ministério da Saúde está concluindo um estudo sobre a saúde da população masculina que analisa as cinco principais causas de internação e mortalidade entre eles. Com esses dados, o governo pretende realizar uma campanha de conscientização para a saúde do homem, como já fez com mulheres, crianças, adolescentes e idosos.
Cuidar da saúde é uma questão cultural. Enquanto as mulheres aprendem, desde cedo, que é preciso ir regularmente ao ginecologista – e, depois, quando se tornam mães, que é preciso levar os bebês ao pediatra –, os homens não são criados com esse hábito.
Como o papel de provedor ainda é bastante forte na cultura atual, o sexo masculino não pode se fragilizar e comprometer esse papel familiar
“Como o papel de provedor ainda é bastante forte na cultura atual, o sexo masculino não pode se fragilizar e comprometer esse papel familiar. É considerado como o sexo forte e acredita ser mais resistente às doenças. Essas crenças dificultam a incorporação de medidas preventivas e a mudança de estilo de vida”, explica o dr. José Antonio Maluf de Carvalho, gerente médico do Centro de Medicina Preventiva, da Unidade Jardins Albert Einstein Medicina Diagnóstica. O fato é que, por essa questão cultural, os homens sofrem com mais doenças que poderiam ser evitadas caso houvessem atitudes preventivas.

Prevenir é melhor, sempre

Por mais batida que esteja essa máxima, ainda faz todo sentido quando o assunto é saúde. E no caso dos homens também deve ser aplicada, mesmo que a agenda esteja lotada. É preciso fazer sobrar tempo para ir ao médico entre um compromisso e outro.
No Brasil, os problemas cardiovasculares estão entre as principais causas de morte – e entre os homens a incidência é maior. Isso se reflete diretamente nos consultórios dos cardiologistas. Lá os homens são maioria, ainda que não esmagadora. “Entre meus pacientes, a proporção é de 60% homens e 40% mulheres”, diz o dr. Marcos Knobel, coordenador médico da Unidade Coronária do HIAE. O importante é que as doenças do coração e do sistema circulatório podem ser prevenidas.
A prevenção pode ser feita com check-up periódico para controle dos fatores de riscos cardiovasculares, como sobrepeso, obesidade, diabetes, colesterol, hipertensão arterial, entre outros.
Mas, quando se fala em prevenção, não basta ir ao médico periodicamente. Se não houver mudança de hábitos, de nada vai adiantar fazer visitas regulares. Evitar o cigarro e o álcool em excesso, alimentar-se de forma saudável, reservar um tempo para o lazer, para o convívio com a família e para desenvolver a espiritualidade também fazem parte de uma atitude preventiva.

Vencer preconceitos

Os idosos passam a se cuidar mais para previnir doenças crônicas que aparecem como tempo
Outro problema entre os homens são os preconceitos com determinados exames. Como o que detecta câncer de próstata, outra das principais causas de morte. O diagnóstico traz boas chances aos pacientes, mas para isso é preciso quebrar o tabu e realizar o exame de toque retal periodicamente. “No caso dos homens que apresentam história familiar de câncer de próstata em primeiro grau, a prevenção deve começar a partir dos 40 anos”, enfatiza o dr. Maluf.
Assim como os casados, os homens de mais idade passam a se preocupar mais com a saúde. As esposas realizam “forças-tarefas” para que haja visitas periódicas ao urologista, ao cardiologista ou ao clínico geral. “Os idosos passam a se cuidar mais para previnir doenças crônicas que aparecem com o tempo”, diz o dr. Fábio Nasri, geriatra do HIAE.

Exames essenciais

Para saber como está a saúde, vale acompanhar possíveis fatores de risco fazendo um check-up anual. “A história clínica e o exame físico devem nortear a solicitação de exames, que deve ser personalizada ao máximo”, explica o dr. Nasri.
Confira os principais exames do check-up masculino:
  • Exames de sangue para verificar os níveis de colesterol total e frações, triglicérides, glicemia e insulina
  • Avaliação de calcificação em coronária
  • Função hepática
  • Ácido úrico
  • Câncer de próstata: dosagem da enzima PSA
  • Câncer de cólon: colonoscopia
  • Função pulmonar, indicada aos fumantes
  • Raio X de tórax para avaliar os órgãos sólidos

Os especialistas recomendam…

  • Deixe de lado o sedentarismo: pelo menos 30 minutos de caminhada por dia. O ideal são cinco dias por semana.
  • Alimente-se de forma saudável para controlar o sobrepeso: de cinco a seis pequenas refeições ao dia, ricas em frutas, legumes e verduras.
  • Mude o ritmo da vida profissional: é preciso buscar equilíbrio entre os diversos papéis que se tem na sociedade e na família. Isso promove felicidade e alegria de viver.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Relação entre fumar maconha e o câncer de testículo

Estudo recente revelou que o uso da maconha está associado ao surgimento do câncer de testículo, provocando diversos efeitos adversos sobre os sistemas endocrinológico e reprodutivo.
25% dos pacientes com câncer de testículo (1 a cada 4) atendidos no setor de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) assumem o consumo regular da droga, aponta levantamento realizado pelo Instituto, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.
Mensalmente, 500 pacientes são atendidos na clínica de uro-oncologia do Icesp. Destes, 30% apresentam tumores localizados no testículo, dos quais 70%  têm sinais de doença avançada (fora do testículo) no momento do diagnóstico. As cirurgias para retirada total ou parcial dos testículos e da próstata representam um terço das 10 mil cirurgias já realizadas pelo hospital.
Daniel Abe, urologista do Instituto, alerta: “Evitar o uso da droga é fundamental para diminuir consideravelmente as chances de desenvolvimento do tumor. Além disso, é fundamental que os homens realizem o autoexame para o diagnóstico precoce da doença”.
O câncer de testículo
O câncer de testículo é altamente curável (95% de chance de cura quando descoberto em fase inicial), embora seja agressivo, o índice de mortalidade é baixo, principalmente quando ocorre diagnóstico precoce.
Diferente do câncer de próstata que costuma acometer com mais frequênca homens após os 50 anos, o tumor testicular é mais comum em jovens, entre 15 e 34 anos de idade – ou seja, durante a idade reprodutiva do homem.
O diagnóstico precoce pode ser feito por meio do autoexame do órgão. Percebendo qualquer anormalidade, como nódulo indolor ou massa, sensação de peso no escroto ou dor na região inferior abdominal, deve-se procurar ajuda médica.
Estima-se que no Brasil a doença atinge 8.300 homens e mata 350 por ano. A incidência da doença é maior em homens brancos (de 6,5 casos em cada 100 mil homens, enquanto para negros essa taxa é de 1,3). Os principais fatores de risco são o histórico de câncer na família e criptorquídia, condição em que o testículo não desce para o escroto após o nascimento.
Tratamento e prevenção
Segundo um levantamento feito pelo Núcleo de Urologia do Hospital A. C. Camargo, a evolução no tratamento do câncer de testículo ao longo das últimas décadas é um dos fatores para o baixo índice de mortalidade.
“Na década de 1970, a taxa de cura nos casos em estágio inicial era de apenas 60%. Isso se deve à introdução de uma terapia multidisciplinar, que aumentou muito as chances de cura”, afirma Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncológico e diretor do Núcleo.
Mais do que a retirada do tumor, em muitos casos os pacientes devem complementar o tratamento com quimioterapia, radioterapia e até mesmo uma nova cirurgia para retirar resíduos de massa tumoral.
Autoexame – Um importante instrumento para o diagnóstico precoce é a realização do autoexame, para tanto, o homem pode ficar de pé, de preferência em frente ao espelho, e verificar a existência de alterações em alto relevo na pele do saco escrotal.
Com os dedos indicador, médio e polegar, deve-se examinar cuidadosamente cada testículo para saber se há algum nódulo, tomando cuidado para não confundir com o epidídimo, canal localizado atrás do testículo e responsável por coletar e carregar esperma. Os tumores – geralmente pouco maiores do que uma ervilha – estão localizados com mais frequência nas laterais dos testículos e menos na parte de baixo.

Paternidade faz o homem

Homem que se torna pai pela primeira vez, tende a afastar-se do álcool, do tabaco e até mesmo de crimes, dizem pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon.
As conclusões foram retiradas de um estudo publicado no Daily Mail, que durou 19 anos com mais de 200 meninos em situação desfavorável, com idades entre 12 e 31, através de uma análise de como o comportamento antissocial mudou ao longo do tempo.
Enquanto estudos anteriores mostraram como o casamento também pode mudar o comportamento negativo deles, este é o primeiro a isolar o impacto adicional da paternidade.
O pesquisador David Kerr afirma: “Esta pesquisa sugere que a paternidade pode ser uma experiência transformadora, mesmo para os homens que costumam ter comportamentos de alto risco.”
Os resultados, publicados no Journal of Marriage and Family também destacam como os homens que se tornam pais na faixa dos 20 e 30 anos mostraram uma maior disposição para abraçar a paternidade e revelou escolhas negativas de estilo de vida entre aqueles que tornaram-se pais na adolescência.
Este estudo ressalta períodos chave em que homens de situações desfavorecidas podem amadurecer com intervenção ou reabilitação. Para os pesquisadores, o estudo mostra uma porta aberta para a intervenção, porque novos pais podem estar especialmente dispostos e prontos para ouvir uma mensagem mais positiva, que resulte em mudanças comportamentais.
Esse tipo de mudança pode ter consequências importantes para a saúde dos mesmos e para suas famílias. Outro estudo, desta vez da Universidade de Warwick, revelou mudanças de comportamento em relação ao fumoentre os que se tornaram pais.
O estudo de 2005 com 286 pais fumantes com crianças entre 8 a 14 semanas mostrou que o nascimento de um novo bebê não foi associado com a tentativa de parar de fumar com sucesso para a maioria dos homens, mas a questão muda quando falamos de não fumar em casa.
Menos de 20% tentaram parar e apenas 4% de fato pararam de fumar desde o nascimento do bebê, mas 78% tentaram e 60% adotaram com sucesso a iniciativa de não fumar em casa.

Você utiliza a camisinha corretamente?


Mais de 50 artigos sobre a eficácia dos preservativos foram analisados pelo The Kinsey Institute Condom Use Reasearch Team (CURT) e este grupo de cientistas fez uma lista dos erros comuns cometidos pelos usuários.
As camisinhas proporcionam segurança em 98% das vezes, isso se você as usar corretamente, segundo o DailyMail. Usar objetos pontiagudos ao abrir o pacote, colocá-las tarde demais, retirá-las cedo demais ou não usar o lubrificante certo pode trazer problemas.
Até 50% das pessoas admitem colocar a camisinha depois que a relação sexual iniciou, enquanto até 44% dizem tirá-la cedo demais. É importante lembrar que o preservativo deve ser usado durante toda a relação, do começo ao fim.
Os homens enfrentam vários problemas na hora de colocar o preservativo. Até 45% não deixam o espaço necessário na ponta para o sêmen. Desenrolar a camisinha ao avesso e só perceber depois que a colocou ocorre com até 30% deles. Quando isto acontece, jogue o preservativo fora e utilize outro.
Rupturas e vazamentos foram constatados como um problema comum, ocorrendo com até 40% e até 19% dos casais, respectivamente. Se a camisinha rasgar, escorregar ou vazar durante a relação, ambos envolvidos devem se lavar com sabonete logo depois para diminuir os riscos de doenças sexualmente transmissíveis. As mulheres podem utilizar espermicidas para inativar a funcionalidade destes gametas e evitar uma fecundação. Um especialista deve ser consultado sobre as possibilidades de infecção ou gravidez.
Na publicação do estudo no Journal of Sexual Health, os autores afirmam que milhões de infecções podem ser evitadas se as pessoas aprenderem a utilizar o preservativo da forma certa.

Celular, conexão Wi-Fi, poluição, calor: afinal o que pode afetar a fertilidade masculina?


Telefones móveis, cuecas apertadas, excesso de peso, tabagismo, abuso de álcool, excesso de exercícios físicos: todos já foram apontados como fatores que interferem na fertilidade masculina. E um novo estudo, recentemente publicado na revista Fertility and Sterility, sugere que as ondas de rádio Wi-Fi também podem afetar negativamente a motilidade dos espermatozóides e causar danos à fragmentação do seu DNA.
“Como é muito comum encontrarmos informações conflitantes, além de muitos mitos, sobre os fatores que afetam a fertilidade masculina, reunimos algumas considerações relevantes sobre o tema”, explica o urologista Sidney Glina, diretor do Projeto ALFA, Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida.

IDADE

Antigamente, acreditávamos que os homens mantinham-se igualmente férteis ao longo de suas vidas. Mas pesquisas recentes já fazem os urologistas acreditarem que a qualidade e a quantidade do esperma declinam lentamente, nos homens, que ao envelhecerem, apresentam uma diminuição na produção de testosterona. A fertilidade masculina diminui progressivamente após os 50 anos de idade. “A maioria dos homens segue fértil até morrer, mas cerca de 20% passa a ter uma produção diminuída de espermatozóides. Além disto, nos gametas de homens com mais de 50 anos encontramos mais alterações genéticas do que nos gametas de homens mais jovens. No entanto, não temos evidências para afirmar que a idade do pai está ligada a problemas futuros no desenvolvimento infantil, tais como dificuldades de aprendizagem da criança”, afirma Sidney Glina.

ÁLCOOL

álcool afeta a capacidade do organismo de absorver zinco, um nutriente vital para obtermos espermatozóides saudáveis. As pesquisas sugerem que beber moderadamente não provoca efeitos nocivos sobre a quantidade ou a qualidade dos espermatozóides. ”No entanto, muitos estudos comprovam que o consumo excessivo de álcool reduz a contagem de espermatozóides. Em relação às bebidas alcoólicas, moderação é a palavra chave”, aconselha o urologista.

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL

Em 2009, o Vaticano publicou um relatório afirmando que a infertilidade masculina tinha aumentado por causa dos hormônios femininos sintéticos da pílula.  O documento alegava que os hormônios femininos liberados nos sistemas de esgoto encontravam seu caminho para o fornecimento de água e prejudicavam vários homens. “O relatório do Vaticano é visto com ceticismo por muitos cientistas, que defendem que o sistema digestivo do corpo absorve o estrógeno, por isso, é pouco provável que o hormônio da pílula seja liberado no meio ambiente, prejudicando a fertilidade masculina”, explica Sidney Glina.

DIETA

Uma dieta saudável “ajuda a manter” os espermatozóides saudáveis. Mas há poucas evidências de que dietas vegetarianas ou dietas ricas em proteínas tenham qualquer efeito sobre a capacidade de concepção. “Não há verdade na alegação de que os consumidores de carne são mais viris. Substâncias químicas chamadas fitoestrogênios, que são encontradas em alimentos como café, soja e cerveja, têm sido associadas à uma baixa contagem de espermatozóides, mas o link não está estabelecido”, diz o urologista.

Maioria dos homens só vai ao médico com a doença em fase avançada


Já sabemos que a partir de certa idade algumas doenças são mais propensas a aparecerem no corpo. É por isso que médicos exigem consultas regulares e a realização de exames preventivos a partir dos 40 anos para o sexo masculino, mas pesquisa mostra que os homens fazem descaso desse conselho.
1 em cada 6 homens afirma ter vergonha de ir ao médico
Levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que 60% (1,5 mil) do total de pacientes que chegam ao centro por mês já estão com doenças em estado considerado avançado e necessitam de intervenção cirúrgica para tratá-las.
As doenças mais comuns que podem ocorrer com os homens nesta idade são câncer de próstata, que atinge 16% deles, e problemas relacionados à bexiga e ao rim, onde pode ocorrer câncer. Além disso, o crescimento benigno da próstata, que atinge 100% dos homens, alterações hormonais e cálculos renais também devem ser acompanhados.
O medo em relação ao câncer está levando mais pacientes ao médico, mas ainda existe preconceito com osexames preventivos ao câncer de próstata. É preciso lembrar o sexo masculino de que conhecer as suas condições de saúde é essencial para obter um diagnóstico precoce, que permite tratamentos menos agressivos e elevam as chances de cura em 90% dos casos.
Os homens, principalmente os diabéticos, hipertensos e obesos, devem criar os seguintes hábitos após os 40 anos:
§  Ir ao médico no mínimo uma vez ao ano;
§  Fazer um check up;
§  Realizar uma avaliação de rotina urológica completa, em particular de próstata;
§  Buscar ajuda especializada ao notar sintomas iniciais das doenças mais comuns.

Coração e sexo




Em essência, a ereção é um fenômeno vascular. Só acontece quando as artérias que irrigam o pênis se dilatam e as válvulas das veias se fecham, de modo que o sangue fique aprisionado sob pressão nos corpos cavernosos, dois tubos de tecido esponjoso que vão da raiz do pênis à glande.
Na fase de excitação, há elevação da pressão arterial – tanto da máxima como da mínima – e aumento da frequência cardíaca. Em mulheres e homens, o maior aumento ocorre nos dez a quinze segundos que precedem o orgasmo, depois do qual a pressão e os batimentos cardíacos voltam aos níveis anteriores.
Em pessoas normotensas, o coração dificilmente chega a bater mais de 130 vezes por minuto e a pressão máxima a ultrapassar a casa dos 17.
Estudos com homens mais jovens, casados, demonstraram que a atividade sexual com a companheira consome uma quantidade de energia equivalente à da atividade física para subir dois lances de escada.
Embora faltem dados, é possível que nos mais velhos, sedentários, hipertensos, portadores de problemas cardíacos e com mais dificuldade para atingir o orgasmo, o esforço realizado corresponda a um gasto energético bem maior.
Nesses casos, minutos ou horas depois do ato sexual, podem aparecer dores precordiais, conhecidas como “angina do amor”, caracterizadas por dor em aperto do lado esquerdo do tórax com ou sem irradiação para o pescoço e o braço. Essas crises, no entanto, correspondem a menos de 5% dos ataques de angina.
Uma metanálise de quatro estudos realizados com mulheres e homens de 50 a 70 anos mostrou que, durante o ato sexual, o risco de infarto do miocárdio aumenta 2,7 vezes. Os que já tiveram infarto ou outra doença cardiovascular não correm risco mais alto. Nos sedentários, a probabilidade é três vezes maior; naqueles fisicamente ativos, ela não aumenta.
Ainda assim, o número absoluto de eventos cardiovasculares durante o ato sexual é mínimo: correspondem a menos de 1% do total de infartos. Quanto mais sexo houver, mais baixo será esse risco. Em mulheres e homens que já sofreram infarto, a probabilidade de ocorrer outro é insignificante: de um a dois para cada 100 mil horas de prática sexual.
Em 5.559 autópsias realizadas após morte súbita, apenas 34 (0,6%) haviam acontecido durante o ato sexual. Cerca de 85% eram homens; a maioria deles ao manter relações extramaritais com mulheres mais jovens em ambientes estranhos e/ou depois de consumo excessivo de alimentos ou álcool.
Alguns medicamentos usados no tratamento da hipertensão e das doenças cardiovasculares podem ter impacto negativo nos mecanismos de ereção e lubrificação vaginal.
Os homens podem beneficiar-se dos chamados inibidores da fosfodiesterase 5: sildenafila, tadalafila e vardenafila, drogas que aumentam a concentração local do óxido nítrico, responsável pela dilatação das artérias que nutrem o pênis.
A sildenafila e a vardenafila têm ação relativamente curta: em cerca de 4 horas metade da dose é excretada (meia-vida). Já a tadalafila tem meia-vida de 17,5 horas (pílula do fim de semana). Não há indícios de que alguma dessas drogas seja mais eficaz ou segura do que a outra. Na literatura médica, não há relato de mortes causadas por elas.
Com frequência encontro homens que se recusam a tomá-las com medo de que interfiram com os remédios para a hipertensão. Essa preocupação é infundada: não existe incompatibilidade.
A única contraindicação é representada pelos nitratos orgânicos, vasodilatadores coronarianos usados por via oral, sublingual ou na forma de adesivos. Nesses casos, a associação pode causar queda imprevisível da pressão arterial. Se você toma remédios para o coração, verifique se contêm nitrato.
Se tiver tomado sildenafila ou vardenafila nas últimas 24 horas ou tadalafila nas últimas 48, e for parar num pronto-socorro por alguma emergência cardiológica, avise os médicos. Você não poderá receber nitratos no decorrer desses períodos.
E para as mulheres?
Infelizmente, nenhuma dessas drogas aumenta o desejo sexual. A única providência recomendada é a aplicação ginecológica de cremes contendo estrógeno, capazes de reduzir a secura e a atrofia da mucosa vaginal associada à menopausa.
Lembre: não existe limite de idade para a vida sexual.